sexta-feira, 5 de julho de 2013

Como não se tornar um dinossauro de escritório

Fonte: Portal Exame

São Paulo - Boa parte de seus bens ficará obsoleta até o fim deste ano. Pense em sua TV, em seu computador ou em seu celular. No momento em que você está lendo esta reportagem, algum lançamento está transformando seu aparelhinho recém-comprado em peça de museu.
Trata-se de uma estratégia deliberada da indústria chamada obsolescência programada. Faz parte do plano de negócios de fabricantes de telefones, de roupas ou de carros prever o envelhecimento de seus próprios produtos para que consumidores sintam a necessidade de comprar novos modelos e assim manterem-se atualizados.
Pode parecer maléfico, mas, segundo o guru do marketing Philip Kotler, é competição pura: num mercado livre, sempre aparece alguém capaz de fazer um produto ou serviço melhor. Nenhuma consultoria inventou ainda a obsolescência programada de pessoas, mas a sensação de estar defasado na carreira incomoda muitos profissionais.
“O mercado está mais exigente, e mesmo as pessoas competentes estão sendo demitidas”, diz Yvete Piha Lehman, professora do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de São Paulo. “Isso tudo gera uma ansiedade no profissional e uma pressão para que ele se mantenha inteirado o tempo todo.”
O que outrora conferia status de sabedoria hoje é visto como indício de caducidade. “Até dez anos atrás, passar dos 40 significava ganhar respeito e reconhecimento dos colegas”, diz Yvete. “Hoje, não há mais garantias.”  
Embora exista uma valorização recente de profissionais veteranos em diversas áreas onde há escassez de mão de obra qualificada, as empresas contratam e promovem rapidamentejovens para substituir os mais velhos com o objetivo de reduzir despesas. Segundo dados do Dieese, as pessoas com até 29 anos já ocupam 33% dos postos de trabalho formais. 
Segundo Tom Chatfield, autor do livro Como Viver na Era Digital, trata-se de um engano traçar uma linha entre as gerações. “Existem jovens com pouco conhecimento digital e pessoas mais velhas que dominam esse universo”, afirma.
No entanto, o autor britânico diz que “a pressão que os trabalhadores sofrem é para que eles mesmos cuidem da própria carreira e do desenvolvimento de suas habilidades”. 
Tradicional ou conservador são palavras que o publicitário Marcelo Ponzoni, de 47 anos, sócio da agência Rae, MP, de São Paulo, não usa nunca para se definir. Marcelo lembra quando ouviu, pela primeira vez, a palavra Twitter, cerca de sete anos atrás. Achou o site estranho, o conceito esquisito, mas tratou de fazer um perfil na rede social.
“O que quer que fosse aquilo, eu queria participar”, diz. Hoje, de posse de dois iPads (um fica em casa e o outro no trabalho), um iPhone e outros produtos da Apple, Marcelo combate a ansiedade de ficar desatualizado fazendo perguntas. “Pergunto tudo, o tempo todo, para todo mundo”, diz.
O mais aporrinhado com as questões de Marcelo é seu filho de 16 anos, que diariamente é questionado sobre as novidades que estão em seu radar. Os funcionários da agência também não escapam. “Aproveito que sou chefe e todo mundo tem de me responder”, afirma Marcelo, brincando.
“O maior problema da minha geração é que as pessoas acham que precisam mostrar que sabem de tudo”, diz Marcelo. “Elas têm medo de perguntar e mostrar que são ignorantes em alguns assuntos.” 
Mania de sabe tudo
A mais importante medida para um veterano não se transformar num dinossauro de escritório é manter a conexão com os mais jovens.
“Quem ficou para trás não percebe sua situação. O grupo em que essa pessoa está inserida é que percebe e emite sinais. É preciso ficar atento a eles”, diz Bárbara Olivier, gerente da consultoria em educação LAB SSJ, de São Paulo. 
Para ter certeza de que nunca ficará para trás, Lucyval de Souza Torres, de 46 anos, coordenador de retenção de tributos fiscais da operadora Claro, de São Paulo, busca se antecipar às tendências. Uma de suas estratégias é trocar de celular três vezes ao ano.
“Gosto de ter o que é mais novo no mercado”, diz Lucyval. Essa necessidade constante de atualização já quase rendeu problemas conjugais.
Durante as últimas férias em família, na praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, o sinal fraco de internet no quarto obrigava Lucyval a escapulir, enquanto a mulher tomava banho, para ler os e-mails, ver as postagens dos amigos no Facebook e Instagram e checar as mensagens do aplicativo Whastapp perto da recepção, onde o telefone funcionava melhor.
Segundo Lucyval, esse foi o jeito que ele encontrou para se manter em dia com os jovens. 
Como ocorre com produtos que ficam velhos logo após o lançamento, alguns profissionais começam a se preocupar em evitar a obsolescência antes mesmo de amadurecer. O estudante carioca de ciência da computação Leonardo Miguel, de 23 anos, já sofre dessa ansiedade.
“Fico na sala de aula pensando que o que estou aprendendo ali já não servirá para nada”, afirma Leonardo. Para Rosa Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo, a paranoia com atualização faz parte de um processo de adaptação ao mundo atual.
“Nos próximos anos, as pessoas conseguirão encontrar um ponto de equilíbrio”, diz Rosa. O melhor a fazer é usar o medo de ficar para trás a seu favor. O filósofo canadense Marshall McLuhan (1911-1980) costumava dizer que obsolescência não era o fim, era apenas o início de alguma coisa. Se seu conhecimento está ficando velho, aprenda algo novo. 

Pesquisa aponta as 10 vagas de trabalho mais difíceis de preencher no Brasil

Um estudo feito pela ManpowerGroup, empresa de gestão e contratação de pessoas, revelou que o Brasil é o segundo país com mais dificuldade para preencher vagas devido à falta de profissionais qualificados. Quase 70% dos pesquisados do Brasil enfrentam o problema, quase o dobro da média global de 35%.
 
O país ficou atrás apenas do Japão, 85%. Empresários da Índia, 61%, Turquia, 58%, e Hong Kong, 58%, também relataram que está difícil contratar novos funcionários.
 
O levantamento também indicou as vagas de trabalho mais difíceis de serem preenchidas. Globalmente, as profissões de ofício, engenheiros e de representantes de vendas são as mais escassas. No Brasil, a falta de profissionais com conhecimentos técnicos é o principal problema entre os empregadores.
 
Confira a lista das vagas mais difíceis de serem preenchidas no Brasil:
1. Técnicos
2. Operadores de produção
3. Contadores e profissionais de finanças
4. Trabalhadores manuais (como soldadores e eletricistas)
5. Operários
6. Engenheiros
7. Motoristas
8. Secretários, atendentes de telemarketing, assistentes administrativos e auxiliares de escritório
9. Representantes de vendas
10. Mecânicos
 
A pesquisa foi feita com cerca de 40 mil empregadores em 42 países e regiões durante o primeiro trimestre de 2013.

Fonte: Portal Terra 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

6 dicas para montar o currículo infalível

Fonte Portal Terra: Terra

A importância do currículo não é segredo para ninguém: é por ele que o recrutador tem o primeiro contato com o candidato e, dependendo do seu conteúdo, pode ou não ser chamado para a próxima etapa do processo seletivo. A vantagem do CV em relação aos formulários em sites de emprego ou consultorias de RH, é que o candidato escolhe as informações que irá ou não citar e, assim, destacar seus pontos fortes. “Você pode decidir quais competências específicas e realizações destacar ou omitir”, explica o psicólogo e coach americano Rob Yeung, no livro Devo dizer a verdade? – E outras 99 perguntas sobre como se sair bem em entrevistas de emprego.

Segundo Yeung, que além de coach também é palestrante internacional especializado em aconselhamento profissional, não existe uma definição de currículo perfeito. Isso porque cada oportunidade de emprego exige um currículo diferente e cada detalhe nesse pedaço de papel deve ser pensado para um objetivo definido. Para não perder pontos com erros triviais, confira abaixo seis dicas essenciais de Yeung para montar um CV infalível!

Novela das nove – A metade da primeira página do currículo é como uma propaganda de horário nobre. É nesse espaço que você deve citar suas principais conquistas e melhores habilidades. Essa tática faz com que o recrutador veja de cara as informações mais importantes, chamando sua atenção para o que você tem de melhor para oferecer a empresa.

Menos é mais – Essa dica não é novidade, mas vale a pena ressaltar. Quando um currículo tem mais de duas páginas, o recrutador entende que o candidato não foi capaz de priorizar as informações mais importantes. Já que você não quer se passar por prolixo, limite seu CV a menos de duas páginas.

Realce – Os recursos de negrito e caixa alta não existem por acaso. Use e abuse deles para destacar palavras-chave ou frases importantes, como por exemplo, a sua formação ou a área em que você tem mais tempo de experiência. Assim, se o recrutador estiver procurando essa informação, com certeza não passará despercebida.

Seja básico – É claro que existem exceções, mas de modo geral, é preferível fugir dos papéis perfumados ou coloridos, fotos em anexo e outros documentos anexados. Esses apetrechos vão chamar a atenção do recrutador, mas pelos motivos errados.

Na medida – Na dúvida, é melhor ser sucinto. No início do currículo, inclua apenas seu nome, endereço, telefones e e-mail profissional (nada de gatinho@querovc.com.br). Dispense informações como idade, estado civil e número de filhos.

O que não colocar – O currículo funciona como um documento de venda para impulsionar você no mercado de trabalho. É como uma propaganda, por isso, nesse primeiro contato com o recrutador, não é preciso incluir demissões e rebaixamentos, condenações criminais, problemas financeiros, doenças no passado, incapacidades que não o impeçam de realizar o trabalho ou problemas anteriores com abuso de substâncias.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

CALCULE A SUA RESCISÃO

Ferramenta online efetua o cálculo de suas verbas rescisórias com poucos cliques, basta que você insira algumas informações e obterá o resultado. É importante frisar que o programa efetua o cálculo com base nas informações que você fornece, numa rescisão podem conter outras variáveis não inseridas, as quais vão influenciar no valor final. Em resumo, os cálculos servem para se obter um valor parcial, igual ou próximo do valor real da rescisão.

Utilize e compartilhe com quem precisa, acesse: Calcule.net

terça-feira, 2 de julho de 2013

As 5 regras "de ouro" da boa comunicação

Fonte Revista Exame: Portal Exame
São Paulo – Qualquer profissional que queira que as coisas se concretizem no trabalho e nos negócios deve começar a se comunicar com as pessoas, sair do isolamento. Afinal, a comunicação não é luxo é uma necessidade, como diz Marcos Gross em seu livro “Dicas Práticas de Comunicação: Boas Ideias para os Relacionamentos e os Negócios” (Trevisan Editora).
“Líderes segregados nas suas torres de marfim podem desarticular equipes inteiras de trabalho quando não compartilham conhecimentos com grupos de outros níveis organizacionais”, escreve o autor.
O livro é na verdade um guia de consulta com 51 conselhos para quem está interessado em desenvolver esta competência cada vez mais valorizada no mercado de trabalho e fundamental para o sucessona carreira. EXAME.com selecionou 5 dicas fundamentais que estão presentes no livro e que podem ser consideradas as "regras de ouro" da boa comunicação. Confira:
1 Atentar ao perfil de quem recebe a mensagem
A pessoa para a qual você está transmitindo a mensagem será capaz de compreende o que você diz? De acordo com Marcos Gross, atentar ao perfil do receptor da mensagem faz toda a diferença nesse caso. Parece óbvio? Mas nem todos estão atentos a isso.
Um dos exemplos que o autor usa é a clássica dificuldade dos profissionais de tecnologia em explicar detalhes técnicos de um projeto para quem não é da área de TI da empresa. “O problema não é a falta de inteligência ou incapacidade intelectual do leigo, mas a ausência de repertório dele naquele campo do conhecimento”, explica Gross.
Por isso ele sugere que o profissional preste atenção ao perfil sociocultural dos ouvintes, pensando em que palavras compõem o cotidiano deles e também em quais estímulos os deixariam motivados além das abordagens que possam ser as mais adequadas.
“O comunicador que desprezar esses passos, não estará dialogando, mas atuando em um verdadeiro monólogo”, escreve Gross.
2 Investir nas três esferas da comunicação
Gross registra que pesquisas de laboratório de psicologia da UCLA (Universidade da Califórnia) conduzidas pelo professor Albert Mehrabian indicam que a composição da comunicação humana face a face é a seguinte: 55% são mensagens não verbais, 38% acontecem pelo tom de voz e 7% são verbais.
Isso mesmo, ao dirigir a palavra a alguém, muitos profissionais estão concentrados apenas em “uma pequena fração da totalidade da comunicação”, explica o autor.
Por isso, preste atenção se a sua postura, o olhar, o aperto de mão, a roupa e o conjunto dos seus movimentos estão de acordo com a mensagem que você está transmitindo verbalmente, seja em uma entrevista de emprego, em uma reunião, em uma palestra.
“Explorar as três esferas da comunicação aumenta a possibilidade de sermos bem-sucedidos e compreendidos em nossas mensagens”, diz o autor.
3 Saber ouvir
Há uma percepção comum que leva as pessoas a considerarem que quanto mais elas falarem e expuserem suas ideias mais poder de influência vão obter com as pessoas. Gross desconstrói esse conceito.
“Durante uma conversa, quando você se silencia e escuta o outro de maneira focada, envia uma mensagem que é interpretada positivamente pelo receptor: ele me ouve, valoriza as minhas ideias, respeita e me considera como indivíduo”, diz o autor.
Ou seja, se o objetivo é aumentar o seu poder de influência e de interação com as pessoas fuja de monólogos, aposte no diálogo. “Falar muito, mas ouvir mais, muito mais”, sugere o autor.
4 Apostar na assertividade
Clareza, objetividade e sinceridade são as características de quem é assertivo. É ser uma pessoa transparente em intenções e colocações. Olhar no olho ao conversar, voltar-se à pessoa com quem fala (postura), palavras alinhadas à expressão facial e tom de voz firme, claro e moderado revelam este aspecto durante a comunicação.
Para Gross, são raros os profissionais com estas qualidades já que a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no ambiente corporativo. Como ser sincero, quando tenho medo de sofrer retaliações por dizer o que penso?
Mas, pondera, engolir sapos faz mal à saúde. “Quando um colaborador não se permite expressar suas opiniões desenvolve gastrite, dores na coluna, alergias, hipertensão, estresse, entre outros problemas”, escreve.
5 Usar técnicas quando o objetivo é aumentar o impacto da mensagem
O impacto da mensagem junto ao receptor pode ser é uma questão de técnica. E, explica Gross, publicitários são talvez a categoria que mais se utilize destas ferramentas para atingir o objetivo que é “seduzir” o consumidor.
Por isso, o autor divide algumas das táticas usadas por eles e que também podem ser úteis aos profissionais de outras áreas. A primeira delas é criar mensagens que chamem a atenção. “Use textos, fotos, símbolos, cores, formas e imagens que despertem a atenção do receptor. Produza algo inédito que quebre o padrão e a rotina”, indica Gross.
Em seguida, estude o público que vai receber a mensagem e adeque a comunicação. “Foque a tribo com quem está se comunicando e alinhe sua mensagem”, diz Gross. Estimular os destinatários é o próximo passo, segundo ele e entender os motivos que o fariam mudar suas atitudes é o pulo do gato nesse momento. “Ofereça algo que lhe traga satisfação ou que possa resolver um problema que o aflige”, escreve Gross. 
Por fim, sugere, colha os frutos do seu investimento. “Em propaganda, significa conquistar o cliente a comprar determinado produto. Na empresa, pode significar vender um projeto ao gestor, aos investidores ou à sua própria equipe”, explica.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Uma coisa é trabalhar, outra coisa é viver

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COMO CALCULAR SALÁRIO LÍQUIDO?

Muitas vezes nos deparamos com a necessidade de se determinar um valor de salário para se definir o líquido. Esta conta não é simples, pois sabemos que sobre o salário incidem uma série de descontos.

Para auxiliar a quem precisa, indico um excelente site, que faz este e outros cálculos com uns poucos cliques, acessem e não se esqueçam de compartilhar, clique aqui: CÁLCULO DO SALÁRIO LÍQUIDO.

Carlos Eduardo Boide